Zoom Funcionários pedem o pagamento dos dias descontados durante a greve

Foto: Filipe Araújo/AE

Funcionários pedem o pagamento dos dias descontados durante a greve

Funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram manter por tempo indeterminado a ocupação da Reitoria da USP, invadida na manhã desta terça-feira. De acordo com a Rádio Bandeirantes, a saída do prédio depende da restituição dos salários de cerca de mil grevistas.
Segundo o diretor de imprensa do Sintup (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Aníbal Cavali, eles tiveram o ponto cortado por dias não trabalhados. Há 12 dias, os funcionários bloqueiam todas as entradas do prédio da Reitoria. A greve acontece desde o dia 4 de maio e tem adesão de funcionários da USP, Unicamp e da Unesp. No dia anterior à greve, a reitoria da instituição já havia divulgado a obtenção de uma liminar que autoriza o não pagamento dos dias não trabalhados.
Entre as outras reivindicações dos servudores está a isonomia salarial entre professores e funcionários, reivindicação priorizada pelo movimento desde a concessão de 6% de aumento aos professores em fevereiro.

Reajuste salarial

Além da isonomia, os manifestantes também pedem aumento salarial de 16%, como reposição de inflação e perdas históricas, mais uma parcela fixa de R$ 200, para diminuir o fosso entre o maior e menor salário na universidade.

Os funcionários exigem negociação imediata com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que aprovou o reajuste de 6,57% para professores e servidores técnico-administrativos, no último dia 11.

A proposta foi reiterada pelo Conselho em novo encontro no dia 18 e, desde então, não foi marcada nova reunião entre o órgão e os grevistas. Segundo sindicato, o valor do não atende as necessidades dos funcionários.

Participação de estudantes

Estudantes que apóiam a pauta de reivindicação dos funcionários também ocuparam o prédio. Uma assembléia do DCE (Diretório Central de Estudantes) deve decidir nesta quarta-feira se os alunos vão ou não aderir à greve.

Redação: Bárbara Forte/ E-band