da Reuters

O americano Bruce Beresford-Redman, produtor do programa de TV ‘Survivor’, era o principal suspeito do assassinato da carioca Mônica Burgos.

 

Bruce Beresford-Redman e Monica em foto de álbum de família

 A Justiça mexicana anunciou nesta segunda-feira (31) ter emitido um mandado de prisão contra o produtor de TV norte-americano Bruce Beresford-Redman pelo assassinato de sua esposa, a brasileira Mônica Burgos, na cidade de Cancún.

 O corpo de Mônica, com quem Bruce tinha dois filhos, foi encontrado em uma caixa d’água próxima ao hotel de luxo Moon Palace, no qual o casal e as crianças estavam hospedados.

 

Francisco Alor, procurado-geral do Estado mexicano de Quintana Roo, onde Cancún fica localizado, confirmou o mandado de prisão. “A investigação terminou e todas as evidências correspondentes foram incluídas no relatório”, disse o procurador.

Autoridades mexicanas apreenderam o passaporte de Redman e determinaram que ele permanecesse no México após o apontarem como principal suspeito do caso. Entretanto, ele deixou o país em circunstâncias ainda não esclarecidas, já voltou aos Estados Unidos na segunda-feira passada (24). Na ocasião, um dos advogados do produtor, o mexicano Raúl Cárdenas, afirmou que Redman, que já trabalhou em produções como os reality-shows “Survivor” e “Pimp my Ride”, tomou a decisão de deixar o país porque “tinha muitos compromissos e não podia esperar mais”.

Segundo o advogado, Bruce não deverá retornar ao México caso um juiz peça que ele testemunhe no caso ou seja declarado culpado, porque seria preso e “lhe convém defender-se em liberdade”, argumentou Cárdenas. “O único caminho para retornar ao México é a extradição”, concluiu.

Alor preferiu não fazer comentários quando foi perguntado se ele iria pedir a extradição de Beresford-Redman ao México.

O advogado de Beresford-Redman havia afirmaddo na semana passada que a intenção dos promotores mexicanos era preservar a reputação do turismo local.

Mônica Burgos era empresária e dona do restaurante Zabumba, em Los Angeles, que administrava juntamente com duas irmãs. Após três dias desparecida, seu corpo foi encontrado justamente no dia em que completaria 42 anos. As amigas e a família de Mônica afirmam que o casal teria viajado para tentar resolver uma crise conjugal.  Segundo a autópsia, seu corpo apresentava fortes ferimentos na cabeça além de sinais de ter sofrido asfixia.