A Adidas, fabricante da bola que será utilizada na Copa do Mundo-2010, na África do Sul, pronunciou-se sobre as críticas que a “Jabulani” recebeu de diversos jogadores –principalmente do Brasil, que disseram que a bola é “sobrenatural”, de “supermercado” e “patricinha”. Surpresa, a empresa culpou as seleções, que não souberam se adaptar, pela dificuldade apresentada.

O argumento é de que a as seleções, que hoje reclamam, receberam a bola há muito tempo, justamente para poderem se adaptar. Além disso, segundo um porta-voz da Adidas, a Jabulani está sendo utilizada em campeonatos pelo mundo desde 2009, sem criar problema.

“A bola tem sido utilizada por meses. Nós começamos a usá-la em dezembro em uma grande variedade de ligas. Todas as respostas que tivemos têm sido positivas”, afirmou o porta-voz da Adidas, Thomas van Schaik.

“Ainda por cima, nós a distribuímos para todos os participantes [da Copa do Mundo], para que eles pudessem se acostumar com a bola. Aparentemente, eles não tiraram vantagem disso, já que estamos recebendo essas críticas só agora. Sob essas circunstâncias, estou muito surpreso”, acrescentou.

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Jabulani, a bola "de supermercado" e "sobrenatural" da Copa, que custa US$ 150
Jabulani, a bola “de supermercado” e “sobrenatural” da Copa, que custa US$ 150

A Jabulani foi amplamente criticada pelos jogadores da seleção brasileira: o goleiro Júlio César a chamou de “bola de supermercado”; o atacante Luis Fabiano disse que ela parecia “sobrenatural”; e o meio-campista Felipe Melo à comparou a uma mulher “patricinha”.

Jogadores de seleções importantes, como a Espanha, com o goleiro Iker Casillas, e a Itália, do atacante Giampaolo Pazzini, também fizeram duras críticas à bola.

Com agências de notícias