A Folha

A Justiça do Rio concedeu na segunda-feira (24) a guarda provisória da filha de 2 anos de Íris Bezerra de Freitas, 21 –morta pelo ex-marido– à avó materna da criança. Segundo a defensora pública Simone Moreira, da Coordenadoria de Defesa da Criança e do Adolescente, a menina está com os avós paternos e deve ser entregue à Maria da Guia de Freitas na tarde de hoje.

Para o juiz da 5ª Vara de Família, André Cortes Vieira Lopes, a decisão tem o objetivo de preservar a “integridade física e psíquica da criança”.

Mãe da vítima, Maria da Guia conseguiu a guarda após um pedido da Defensoria Pública do Rio. De acordo com a advogada, ela se comprometeu em ficar com a menina no Rio enquanto durar o processo da guarda definitiva.

“O termo de guarda provisória vale enquanto estiver em trâmite o processo de guarda definitiva. Ela até pode sair do Rio, mas orientamos que fique aqui até a decisão final. Há possibilidade dos avós paternos aceitarem um acordo com direito a visitas regulares, inclusive nas férias escolares e nas festas de final de ano”, afirmou à Folha a defensora pública.

No dia 8 de maio, o corpo da jovem foi encontrado por funcionários da Rio Águas, órgão da prefeitura responsável pela limpeza do canal, na avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon, na zona sul do Rio. O principal suspeito do crime, Rafael da Silva Lima, ex-marido da vítima, foi preso pela polícia dez dias depois em Vitória de Santo Antão, a quase 50 quilômetros de Recife (PE).

O acusado estava escondido na casa de parentes. Ele desembarcou no último dia 18 no aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), no subúrbio do Rio, escoltado por policiais e levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, na zona oeste. No mesmo dia, a polícia informou que Rafael confessou o crime.