Glauco Wanderley l Sucursal Feira de Santana

Reginaldo Pereira/Agência A TARDE

O buraco atingiu quatro metros de profundidade e três pessoas foram arrastadas para o fundo

O buraco atingiu quatro metros de profundidade e três pessoas foram arrastadas para o fundo

Um perigo escondido embaixo da terra em muitos locais de Feira de Santana se revelou de forma trágica para uma família no bairro Santa Mônica na última segunda-feira. No momento em que foram apresentar a pequena Luiza, de 10 meses, para o vizinho da casa número 83 da Rua Luiz Carlos Bahia, o chão da calçada afundou.

A bisavó, Irma Bahia (viúva do homem que dá nome à rua), a própria criança e uma tia adolescente despencaram para dentro do buraco que se formou quando a placa de concreto cedeu. O buraco atingiu dois metros de diâmetro e quatro de profundidade.

As vítimas foram atingidas pelo material que desabou. O bebê levou uma pancada na cabeça e foi internado em estado grave em um hospital particular. Também foram internados a tia e a bisavô, que quebrou duas costelas e uma perna, segundo informações extraoficiais colhidas por A TARDE.

A família, abalada, não quis se pronunciar sobre o assunto. O dono da residência na frente da qual a calçada desabou, Jaime Cunha, disse que o buraco é de uma cisterna desativada, construída em frente à casa, cuja existência ele desconhecia.

“Houve há dois anos, inclusive, a instalação do esgotamento sanitário pela Embasa, mas este buraco não foi encontrado”, lembra Jaime Cunha.

Risco – O gerente da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) na região de Feira de Santana, Onias Oliveira Neto, confirma que se tratava de uma cisterna. Ele explica que, na época em que a cidade não possuía água encanada, as pessoas escavavam as cisternas para obter o líquido, já que o lençol freático estava bem próximo da superfície.