Juscelino Souza, da Sucursal  da Tarde em Vitória da Conquista

O promotor, Marcelo Pinto, afirmou não ter conhecimento de que o Ministério Público Estadual (MPE) teria entrado com pedido de quebra de sigilo telefônico dos policiais acusados de participar da chamada “Chacina do Alto da Conquista”, em 28 de janeiro.
A informação ganhou força nesta sexta-feira, 14, no meio policial e mobilizou advogados das partes citadas na ação civil pública.
O promotor, no entanto, não quis se pronunciar sobre um pedido futuro nesses moldes. “Estamos aprofundando as investigações, porém desconheço esse fato”, sustentou, ao assumir o caso esta semana, em substituição a Genísia Oliveira.
“Também não posso afirmar sobre a condução dos trabalhos, mas se não houver prorrogação do pedido de prisão dos policiais, talvez tenhamos novidades”, concluiu.
O prazo expira em 5 de junho. Na próxima segunda-feira, 17, amigos e familiares dos 10 policiais presos em Salvador devem se reunir no salão do Rotary Clube, às 9 horas, para decidir sobre uma manifestação pelas ruas da cidade e bloqueio da BR-116 (Rio – Bahia) pedindo a soltura dos acusados.

O protesto, inicialmente marcado para esta quinta-feira, foi cancelado depois que o principal articulador, soldado David Salomão, foi convocado pelo comando do 9º Batalhão PM a prestar esclarecimentos sobre uma suposta falta ao posto de trabalho.

Salomão, que também dirige uma entidade de apoio a policiais, comprovou ter cumprido escala no dia anterior.