RAFAEL REIS
da Folha

Se fosse um clube, a seleção brasileira que vai à Copa da África do Sul, que começa em 11 de junho, não estaria entre os cinco times mais caros do mundo.

Segundo o site “Transfermarkt”, especializado no mercado de transferências do futebol, os 23 jogadores convocados na terça-feira por Dunga para representar o Brasil no Mundial valem juntos 353,1 milhões de euros (cerca de R$ 800 milhões).

Essa fortuna, no entanto, é menor do que os valores dos elencos principais de Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Manchester United e Inter de Milão.

O Barcelona, atual campeão europeu, lidera o ranking de times mais valiosos. Os 21 atletas que formam o grupo comandado por Pep Guardiola somam 507 milhões de euros (mais de R$ 1,14 bilhão).

Só o meia-atacante argentino Lionel Messi, seu jogador mais caro, custa 80 milhões de euros (ou R$ 181 milhões).

O atleta convocado por Dunga com maior valor de mercado é Kaká, com 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 113 milhões). A quantia equivale a pouco mais de 11% do elenco do Real Madrid, seu clube, que ocupa o segundo lugar no ranking (444 milhões de euros, ou R$ 1 bilhão).

Na sequência, aparecem Chelsea (436,4 milhões de euros), Manchester (377,5 milhões) e Inter (361,7 milhões).

A seleção brasileira ocuparia o sexto lugar, logo à frente do Liverpool (321,1 milhões de euros).

Dos 23 jogadores da seleção, cinco valem mais que 20 milhões de euros. Daniel Alves e Maicon são avaliados em 30 milhões, Luis Fabiano, em 28 milhões e Julio Cesar, em 25 milhões.

No outro extremo da tabela aparecem dois jogadores que atuam no futebol brasileiro. Gilberto, do Cruzeiro, é o mais barato (1,6 milhão de euros). Kleberson, que defende o Flamengo, está na sequência (2,5 milhões).

Um dos nomes mais contestados do grupo de Dunga, o goleiro Doni, reserva da Roma, é o “europeu” menos valorizado: 4,5 milhões de euros.