Yusuf Ali Nur era perseguido pelos extremistas islâmicos por ser cristão

 Militantes da Al Shabaab executam líder cristão na Somália

Militantes islâmicos mataram ontem um líder do movimento Igreja Subterrânea na Somália. Yusuf Ali Nur, de 57 anos, já havia sido baleado. Ele estava na lista de pessoas procuradas pelos extremistas islâmicos Al Shabaab, por ser cristão.
Fontes acreditam que Al Shabaab teria ligações com a Al Qaeda, os quais prometeram “livrar a Somália da cristandade”.
Os militantes que lutam contra o Governo Federal de Transição (TFG) em Mogadíscio participavam de uma batalha de duas horas com um grupo rebelde rival, o Ahlu Sunna Waljamer, que haviam tomado o controle da área, antes de se depararam com o cristão.

Testemunhas disseram que, depois da Al Shabaab assumir o controle da área, eles passaram de casa em casa procurando combatentes inimigos. Quando chegaram à casa alugada de Nur, um dos militantes disse: “Oh ! Este é o Yusuf, que temos andado à procura”.

Nur deixa esposa, cujo nome não foi divulgado por razões de segurança, e três filhos, com idades de 7, 9 e 11.

Esta última morte vem depois de vários assassinatos em estilo de execução somalis suspeitos de serem membros de um movimento de fé reprimida subterrânea na Somália.

Diversos cristãos foram decapitados pelos radicais islâmicos na tentativa de derrubar o cristianismo e introduzir uma versão estrita da sharia (lei islâmica).
“Al Shabaab, que controla grande parte da região central da Somália, proibiu recentemente estações de rádio de música e toque do sino que assinala o fim das aulas da escola, pois soam como sinos de igreja”, afirma uma fonte.

Em 2009, militantes islâmicos na Somália mataram pelo menos 15 cristãos, incluindo mulheres e crianças. Este ano, pelo menos três irmãos também foram mortos.

Fonte: Compass Direct