Do Tribuna da Conquista

Coeltiva com César Borges

Na entrevista coletiva que aconteceu em Vitória da Conquista na última Sexta (07), além do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) o Senador César Borges (PR) também respondeu a várias perguntas da imprensa. A nossa reportagem teve a oportunidade em indagar sobre o porquê Borges preferiu recandidatar ao Senado ao invés de tentar novamente assumir o governo da Bahia.

TRIBUNA DA CONQUISTA – Quando o Senhor mudou para o PR o senhor ou a base não desejou a candidatura ao governo da Bahia?
César Borges – Governar o seu Estado é uma honra para qualquer baiano. Claro que se puder ter a condição de ser governador da Bahia, você deve pleitear. No meu caso específico, mudei de posição com relação ao partido. Fazia parte do PFL. Ele resolveu mudar para DEM, nome que não gosto. Houve a intervenção nos diretórios regionais de cima para baixo, impondo uma composição que não aceitei. Assim, me desvinculei desse partido e me filiei ao PR, partido que pertenço atualmente.

No momento que vim para o PR, não estava num partido que poderia dar substância política para uma candidatura ao governo do Estado. Para lançar uma candidatura ao governo do Estado, precisa ter partido com força em todo o estado. E esses partidos na verdade são apenas o DEM/PSDB, PMDB e PT e outros menores, mas que não tem capilaridade.

Não me coloquei na posição de candidato, e tive clareza que posso exercer como exerço hoje o meu papel no Senado Federal lutando pelas causas baianas. Se qualquer um se debruçar sobre meu mandato vai observar minha atuação. Lamento que as vezes tenho que tratar de questões do governo e não recebo o respaldo do governo do Estado. Parece que o governo está um pouco distante.

Por essas posições e, tendo a frente do governo com um governador que sabe o que quer, posso ter no Senado para fazer um mandato melhor do que tenho feito até agora, com o respaldo do governo do estadual.