Valmar Hupsel Filho | A TARDE

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Vitória da Conquista não encontrou projétil nem vestígios de disparos no veículo do marido da promotora Genísia Oliveira.

Segundo ela, dois homens montados numa moto se aproximaram do veículo, dirigido por seu marido, e efetuaram três disparos na noite da última segunda-feira (3).

Um deles teria atingido o para-choque. A promotora supõe que tenha sido um atentado, uma vez que vem recebendo ameaças dirigidas à sua pessoa e familiares devido às investigações envolvendo policiais militares na morte e sumiço de jovens.

“Até o momento, não podemos afirmar que o veículo foi alvo de um atentado”, informou um graduado policial que participou da perícia e pediu para não ser identificado.

Segundo ele,um pedaço do para-choque do veículo foi retirado e está em poder da promotora para ser utilizado como prova. “Ela não quis ser ouvida hoje. Aguardamos sua presença e que ela nos traga o material para análise”, disse.

Gravação O policial informou ainda que foram analisadas as câmeras de segurança de um supermercado localizado em frente ao local onde teriam acontecido os disparos, na Avenida Rosa Cruz, por volta das 23h30. O local e hora são indicados como os do suposto atentado. “Vemos o veículo passando, mas sem moto por perto”, disse.

O policial informou que ontem mesmo foi aberto um inquérito policial para apurar a existência ou não do suposto atentado.“ Pode ter sido uma tentativa de assalto, mas vamos apurar todas as alternativas”, disse.

O material se soma aos seis inquéritos policiais já instaurados para apurar as responsabilidades pela chacina do Alto da Conquista. A promotora de justiça Genísia Oliveira não quis comentar o caso.