Valmar Hupsel Filho | A TARDE

Nos próximos dias devem ser encerrados dois dos seis inquéritos em andamento para apurar as responsabilidades pela chacina do Alto da Conquista – caso em que policiais são acusados, numa ação em represália à morte de um PM, de promover uma matança de 11 pessoas e sumiço de três adolescentes do bairro de Vitória da Conquista no último dia 29 de fevereiro.

A força-tarefa do Ministério Público (MP) baiano desta cada para apurar o caso, formada por promotores de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), aguarda as informações da polícia.

“Vamos confrontar com as colhidas em investigações próprias para decidir que medidas iremos tomar”, comentou o promotor de justiça Maurício Cerqueira, coordenador do Gaeco.

Também esta semana será conhecido o resultado da perícia feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) no material apreendido na operação deflagrada na última quarta-feira.

Na ocasião, mais de 150 policiais civis e militares de diferentes corporações cumpriram35mandadosdebusca e apreensão em casas e estabelecimentos comerciais de propriedade de policiais.
 Foram apreendidos computadores, pendrives, documentos, cadernos de anotações, armas e munição.

No mesmo dia, dez policiais militares do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM)se entregaram para cumprir prisão temporária de 30 dias, com prazo prorrogável decretada pelo juiz da 2 ªVara Crime de Vitória da Conquista, Reno Viana Soares. O MP investiga a participação de 50 policiais, não só do 9º BPM, mas também de outras companhias.