INTERNACIONAL – “Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você.” (2 Timóteo 1.5)
Mães e avós recebem hoje muitas e merecidas homenagens pelo seu dia. Filhos, netos, noras, genros e, claro, os presentes, farão a alegria de muitas mães. Muitas se emocionarão, outras talvez, lamentarão a ausência de algum dos filhos. Em comemorações familiares como essa, é comum que os olhares se voltem para trás, permitindo que as histórias sejam revividas na lembrança de cada um.
Nada melhor para uma mãe do que a sensação de ter cumprido uma missão, sabendo que conseguiu transmitir ao filho o melhor, tanto no que diz respeito à formação intelectual e moral, quanto espiritual. Nada melhor para um filho do que reconhecer a importância dos ensinamentos de sua mãe e, além de vivê-los, transmiti-los também aos seus descendentes.

É isso que o apóstolo Paulo parece querer ressaltar no versículo acima. Ao incentivar o jovem Timóteo a permanecer fiel aos preceitos que este havia aprendido (v.13), Paulo faz com que ele se lembre daquelas que foram responsáveis por lhe incutir as raízes de sua fé: sua mãe e sua avó.

Em boas mãos

Se voltarmos nossos olhos para a Igreja Perseguida, veremos que as mulheres, como mães, desempenham também um importante papel. São elas que precisam assumir sozinhas a responsabilidade pela família quando o marido é preso ou morto por causa da fé em Cristo. Essa responsabilidade inclui não apenas o sustento físico, mas também emocional e, sobretudo, espiritual.

Essas mães precisam prover alimentação, roupas, educação, moradia e, diariamente, têm de explicar aos filhos a razão da ausência do pai. São elas que precisam despertar nos filhos a confiança em um Deus que permitiu a situação adversa em suas vidas. Elas os levam a orar, elas os ensinam a perdoar, elas os encorajam a serem fiéis em Cristo, mesmo sabendo que eles podem ter o mesmo destino que o marido.

Sem dúvida, é uma missão difícil, mas que não poderia estar em melhores mãos. Tudo que essas mulheres corajosas precisam é saber que não estão sós, que a sua família na fé está disposta a apoiá-la em qualquer circunstância.

Que nos países onde a Igreja é livre, esse Dia das Mães seja marcado pela alegria de sempre, mas que seja especial também para as mães da Igreja Perseguida, ao sentir que, por elas, muitas e muitas pessoas se levantaram em oração diante de Deus, para agradecer por suas vidas e para lhes fortalecer no difícil dia a dia da perseguição.

Assista aqui ao vídeo de uma mãe (foto) que espera pela volta do pai de seus filhos, preso há dois anos na China. Para enviar uma mensagem de conforto para essa mulher, clique aqui. E para ajudar a libertar seu marido da prisão, clique aqui.

Cristina Ignacio/ Portas Abertas