Uma nova polêmica se desenha no âmbito da coligação DEM/PSDB na Bahia. Na área da composição majoritária, a aliança caminha para a consolidação, no entanto, na seara da proporcional, os interesses já começam a divergir. Enquanto os democratas defendem a parceria na chapa para deputados estaduais e federais, os tucanos resistem por temerem perda de espaços. O DEM estaria buscando convencer o PSDB a aceitar a coligação.

Segundo parlamentares do PSDB, a formação da chapa na proporcional com o DEM poderá inviabilizar os planos do partido de ampliação da bancada. Com um deputado estadual – Sérgio Passos – e dois federais – Jutahy Magalhães e João Almeida -, a legenda tucana deve ter pelos menos 30 candidatos na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa. A meta é eleger mais quatro estaduais e três federais.

O deputado estadual Sérgio Passos (PSDB) é um dos integrantes do partido que defendem apenas a coligação na majoritária. Ele admitiu a tentativa de convencimento por parte dos democratas, mas reiterou que a ideia deverá ser rejeitada.  “Acho que devem ser cumpridos apenas os acordos que deram origem a parceria. Desde o início tínhamos a ideia de não haver coligações nas proporcionais, pois a nossa estratégia política foi sempre diferente da usada pelo DEM. Enquanto eles entravam com pessoas que tinham alta expressividade de votos, nós optávamos pela expressividade mediana”, afirmou, enfatizando que uma mudança de rumo agora seria desrespeitar o trato. 

Conforme o tucano, ainda não há decisões definitivas, mas o partido pretende “brigar” para que não ocorra a aliança na proporcional. “Na política não existe a palavra nunca e nem sempre, mas é improvável que isso aconteça. A maioria de nossos candidatos está na faixa dos 25 mil. Não podemos concorrer com aqueles que se elegem com 40 mil”, descartou.

Deputados do DEM desconversam quando o assunto é a proporcional, mas defendem a união. O líder da oposição, Heraldo Rocha, disse que não há disputa interna. “Vale ressaltar que, ao contrário de outros partidos, não fazemos alianças para buscarmos tempo na TV, mas sim, por projetos em comum”, alfinetou. Do Tribuna da Bahia