Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Depois de 18 dias preso, a Justiça de Alagoas revogou nesta quinta-feira (6) a prisão preventiva e concedeu liberdade ao monsenhor Luiz Marques Barbosa, 83, acusado de abusar sexualmente de coroinhas em Arapiraca (a 122 km de Maceió). A decisão foi do juiz Jonh Silas da Silva, da 8ª Vara Criminal e Execução Penal do município.

A decisão impõe que o monsenhor não deixe a cidade sem autorização e que compareça à Justiça sempre que for chamado. Barbosa foi flagrado em um vídeo fazendo sexo com um ex-coroinha de 18 anos.

O monsenhor havia sido preso no último dia 18, após prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado, em Arapiraca. O argumento utilizado pelo presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), para o pedido foi que ele havia tirado um passaporte no início do ano e poderia fugir do país durante as investigações.

Dois dias depois de decretada a prisão, a Justiça concedeu o benefício da prisão domiciliar, devido a problemas de saúde do religioso.

No último dia 27, Barbosa, o monsenhor Raimundo Gomes e o padre Edilson Duarte foram indiciados pela Polícia Civil pelo crime de abuso sexual de menores. Além desse crime, o padre Edilson também foi indiciado por “importunismo ofensivo ao pudor” e ameaça, enquanto Barbosa foi enquadrado também por oferecer bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. Eles podem pegar penas entre quatro e 30 anos de prisão.

O inquérito ainda está sendo analisado pelo Ministério Público Estadual, que vai decidir se oferece denúncia à Justiça.

Segundo o advogado do monsenhor, Edson Maia, Barbosa confirma a prática de relação sexual com um ex-coroinha, mas apenas quando ele era maior de idade. “Não existe pedofilia”, afirma o advogado.