A CPI da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) da Assembleia de São Paulo começa nesta terça-feira a fase de depoimentos ouvindo quatro cooperados. Na semana passada, depois de um acordo entre os deputados estaduais do PT e do PSDB de São Paulo, a CPI aprovou 27 requerimentos dos 35 apresentados.

O acordo informal incluiu o adiamento da convocação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo. Ficou combinado que a comissão irá primeiro ouvir os cooperados e os diretores da cooperativa para depois tomar o depoimento dos acusados.

A CPI quer investigar os supostos desvios de dinheiro feitos na Bancoop para financiar campanhas do PT.

As investigações da comissão estavam paralisadas depois de impasse entre os deputados da oposição e da base governista sobre a convocação de Vaccari.

O principal depoimento aprovado foi do corretor de câmbio Lúcio Bolonha Funaro, que em depoimento ao Ministério Público Federal acusou Vaccari de desviar recursos da Bancoop para o mensalão do PT.

Foram convocados também o ex-assessor da Presidência Freud Godoy, o escritor e cooperado Ignácio de Loyola Brandão, os ex-funcionários da cooperativa Hélio Malheiro e Andy Roberto Gurczynska e o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo.

Além deles, Ricardo Secco, pai da atriz Deborah Secco, também foi convocado. O deputado Waldir Agnello (PTB), justificou o requerimento por suposta participação dele no esquema que envolve o ex-governador Anthony Garotinho (PR), segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro. O requerimento para convocar a atriz foi adiado.

Entre os requerimentos aprovados também há pedidos de documentos contábeis da Bancoop e da investigação feita pelo Ministério Público.

O presidente da CPI, deputado Samuel Moreira (PSDB), quer terminar os depoimentos em dois meses. “Esperamos ouvir esses depoimentos até o fim de junho e avançar no segundo semestre para finalizar os trabalhos”, afirma.

Folha