O PMDB reforçou ontem seu time rumo às próximas eleições. Além do PR, PRTB, PSC, PTB e PPS, conta agora com o apoio do PRP, PMN, PT do B e PSDC. Com essa nova adesão, que aconteceu de forma oficial ontem, na sede do partido, a legenda liderada pelo deputado federal Geddel Vieira Lima, pré-candidato ao governo estadual, soma agora dez partidos em sua coligação. Outras siglas como o PHS, PTC e PSL estão sendo cobiçadas pelos peemedebistas e pelos integrantes da aliança PSDB/DEM.

De acordo com o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, a fase atual é de articulações, não de campanha eleitoral. “E muito em breve outras forças políticas se integrarão ao projeto de construir uma nova alternativa de governo para a Bahia”. Num claro recado aos opositores, disse ainda que no PMDB não existe partido grande e partido pequeno. “Todos são parceiros. São irmãos e como irmãos serão tratados. Aqui não existe coligação de primeira e de segunda”.

Para o ex-ministro Geddel Vieira Lima, a formalização do apoio representa a simbologia da última desmistificação dos que “fabricaram boatos e mentiras”, com o objetivo de inviabilizar a sua candidatura. Segundo ele, a aliança formalizada desmente a falsa tese dos seus adversários, de que ele ficaria isolado e acrescentou que a Bahia precisa de um governo que tenha decisão.

O prefeito João Henrique se mostrou entusiasmado com os novos apoios, lembrando que hoje a aliança liderada pelo PMDB repete quase a mesma formação que, no segundo turno da eleição passada, garantiu a sua reeleição. “Teremos a repetição da vitória, porque todos nós vamos arregaçar as mangas e trabalhar. A Bahia já espera a chegada de Geddel Vieira Lima ao governo do estado”, disse o prefeito.

Estavam presentes, além do presidente do PR, senador César Borges, os presidentes do PSDC, Antônio Albino, do PRP, Jorge Aleluia, do PTdoB, Dilma Gramacho, do PMN, Valmir Matos (Massarolo), do PPS, George Gurgel, e do PSC, Eliel Santana, além de deputados e vereadores.

Redução da bancada não preocupa o PT

Com a adesão dos partidos nanicos à candidatura do deputado federal Geddel Vieira Lima, ele conseguiu, ainda que de forma indireta, nova vitória contra o governo. O resultado foi a redução do número de representantes na bancada governista na Assembleia Legislativa: 27 de um total de 63. A perda foi de cinco deputados. Dentre eles, o único que até o momento resiste à aliança é Jurandy Oliveira (PRP).

“Quando me filiei ao PRP, Jorge Aleluia (presidente estadual da sigla) me disse que não iria interferir na posição dos deputados. Nada me fará votar contra o governo. Sou fiel ao governador”, disse. Oliveira assegura que se for pressionado a mudar de posição, acionará a Justiça para fazer valer o compromisso firmado pelo presidente do PRP. Aleluia, entretanto, afirmou que baixará uma resolução na próxima segunda-feira (3) para orientar a posição dos parlamentares, que é de oposição. Em caso de descumprimento, ele adianta que haverá punições.

Levando em consideração que todos os projetos do interesse do governo para o primeiro semestre já foram aprovados, o deputado estadual Waldenor Pereira (PT), líder da bancada governista, descarta prejuízos políticos. “Os projetos que estão na pauta não vão colocar a faca na garganta do governo”. Segundo ele, o único projeto importante para ser votado antes das eleições é a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Waldenor destacou o desempenho da bancada, ao aprovar nas últimas duas semanas o projeto que altera o Refis e os três financiamentos, entre eles, os voltados para a Copa do Mundo de 2014. Estas matérias vão fazer entrar cerca de R$2 bilhões aos cofres do Tesouro. Por tabela, o líder da maioria declarou que diversos parlamentares lhe asseguraram a fidelidade à bancada governista, ainda que seus partidos estejam em outras coligações na eleição. “Eles também têm seus interesses com o governo. Se saírem, eles terão uma perda enorme, inclusive da capacidade da disputa eleitoral”. do Tribuna da Bahia