Do G1, em São Paulo

O Ministério Público da Bahia denunciou, nesta terça-feira (27), Luiz Carlos Freitas (irmão do ex-pugilista Acelino Popó Freitas), um policial civil e cinco policiais militares por homicídio e tentativa de homicídio ocorridos em setembro de 2009, em Salvador. A promotora Isabela Adelaide de Andrade Moura disse ao G1 que Luiz Carlos figura na denúncia como mandante dos crimes e os policiais, como executores e participantes. A Justiça pode ou não aceitar a denúncia do MP.

Durante o inquérito policial, o ex-pugilista Popó chegou a ser investigado como mandante do crime, mas a participação dele, segundo a polícia, foi descartada.

O crime teria sido motivado pelo envolvimento da filha de Luiz Carlos com Jonatas dos Santos Dantas, de 22 anos. A menina era menor de idade e o pai não aprovava o relacionamento. Segundo a promotora, o pai da garota seria o responsável pela morte de Moisés Magalhães Pinheiro, de 28 anos, em 9 de setembro do ano passado. Pinheiro estava com Dantas no momento do crime. Eles foram atacados por seis homens armados em Itapuã. Dantas sobreviveu.

Sérgio Habib, advogado de Luiz Carlos, disse ao G1 que o seu cliente é inocente e vai provar isso. “Fizeram a relação dele com os policiais envolvidos por causa das ligações feitas entre eles antes, durante e depois do crime. O fato é que Luiz Carlos conhecia os policiais denunciados porque tem uma academia de boxe com o irmão. O estabelecimento é frequentado por quase toda a corporação da Polícia Militar de Salvador, portanto, é inevitável que ele tivesse contato com seus alunos.”

O delegado Nelson Gaspar, corregedor geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, disse ao G1 que não houve necessidade de afastamento do policial civil denunciado. “Ele permanece exercendo suas funções. O afastamento só seria necessário se ele estivesse prejudicando a investigação e a produção de provas, o que não é o caso. Se a denúncia for aceita, ele responderá, também, por processo administrativo disciplinar.”

O comando da Polícia Militar foi procurado pela reportagem do G1 para comentar a denúncia contra cinco policiais militares por envolvimento no crime, mas a corporação não se pronunciou sobre o caso.