Seis pessoas foram baleadas em Cubatão, na Baixada Santista, na noite de ontem. Segundo informações da polícia, os ataques ocorreram em três bairros diferentes — Ilha Caraguatá, Santa Rosa e Vila Couto.

Em todos os casos, motoqueiros armados dispararam contra as pessoas. Os seis feridos foram encaminhados ao Pronto Socorro Central de Cubatão– nenhum deles corria risco de morte. Ninguém foi preso.

Já em Praia Grande, um homem morreu por volta das 20h de ontem após ser baleado. Dois homens em uma moto atiraram e mataram Eduardo Teobal de Freitas, que chegou a ser levado para o pronto socorro Quietude, mas não resistiu. Segundo a polícia, Freitas era ex-presidiário e havia deixado a prisão em fevereiro.

Em São Vicente, a polícia registrou duas tentativas de homicídio. A polícia soube informar os detalhes dos crimes. Na quarta-feira, cinco pessoas foram assassinadas no Parque das Bandeiras.

Guarujá

Nos últimos dois anos, a quantidade de mortes violentas voltou a subir no Guarujá (litoral de São Paulo). Em 2008, a alta foi de 40% (saltou de 32 para 45) e, no ano passado, de 17% (53 assassinatos), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.

Nos últimos dias, sete pessoas teriam sido assassinadas na cidade. Na noite de segunda-feira (19), denúncias de que haveria um toque de recolher no município em decorrência da violência alterou o movimento nas ruas e fez a Polícia Militar reforçar o policiamento na cidade. Apesar disso, a corporação afirmou ontem que não foi comprovada a denúncia.

A principal linha de investigação da Polícia Civil é que os assassinatos sejam uma vingança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) à morte de um de seus membros e à prisão de outros nove há 20 dias, num confronto com a polícia -os criminosos eram da capital e foram flagrados com farto armamento.

Entre as vítimas da série de assassinatos posteriores estão um policial militar, um parente de um PM e um mecânico que consertava carros da polícia civil local.

Folha