A cada dez telefones públicos, popularmente orelhões, nove não funcionam por motivos técnicos e outros foram destruídos por vândalos, foi o que disse J.C.S., morador de Barreirinhas, ao denunciar a situação, que segundo ele a cada dia se torna mais calamitosa, a quem procura um telefone público na cidade.

É tecla falhando, ligações com número trocado, linha ocupada, mensagem dizendo que o número não existe e uma série de outros problemas que para desespero das pessoas que usam esse tipo de serviço, parece não ter solução.
A dona de casa Maria Cristina do Nascimento, 41 anos, disse que passa por um verdadeiro calvário quando procura um telefone funcionando. “Perto de minha casa tem um orelhão, mas há meses não funciona. Com isso, quando quero ligar para meus familiares no Rio Grande do Sul, tenho que percorrer o bairro inteiro em busca de um telefone que funcione”, reclamou.

O representante comercial Joeliton Rodrigues, 23, disse que depende muito de telefone público para programar vendas com a empresa com a qual representa ou agendar contatos com clientes. Para ele o celular tem um custo alto para quem utiliza os serviços da forma como ele. “O cartão de orelhão é barato e dá para fazer várias ligações locais e regionais. A situação dos orelhões em Barreiras é calamitosa e isso não é de agora. Já liguei diversas vezes para a Oi reclamando e pedindo a empresa para reparar os telefones, mas de nada adianta, nunca vejo soluções por parte dela”, lamentou.

Na Rua São Matheus, no bairro Novo Horizonte um aparelho foi destruído parcialmente por vândalos. O telefone está destruído há dias e até o fechamento da matéria ainda não havia sido consertado.

Em outros pontos da cidade, vários telefones estão destruídos totalmente ou parcialmente. Na maioria dos casos os problemas são decorrentes de defeitos técnicos, mas a empresa responsável não faz reparos e quando faz, demora meses.

Todo esse descaso demonstra a falta de respeito da Oi, empresa que administra os telefones públicos em Barreiras, para com a população que não tem a quem recorrer localmente.

Texto e foto por Ana Cedro
Novo Oeste