Manifestantes que se aglomeram desde a noite desta sexta-feira (16) em frente à Câmara Legislativa entraram em confronto com policiais militares que fazem a segurança do prédio. Os deputados distritais estão reunidos neste sábado (17) para eleger o novo governador do Distrito Federal, que vai ocupar o cargo até 31 de dezembro.

Segundo testemunhas, a confusão começou quando manifestantes tentaram entrar no plenário para acompanhar a eleição indireta e foram barrados pela polícia. Apenas convidados estão autorizados acompanhar a votação de dentro da Casa. Alguns estudantes teriam atirado pedras, pedaços e pau e latas contra policiais. Dois soldados teriam sido levados ao hospital com ferimentos e dois estudantes teriam sido presos. A Polícia Militar ainda não confirma as informações.

Com a desistência dos deputados Aguinaldo de Jesus (PRB) e José Messias de Souza (PCdo B), agora restam quatro postulantes ao cargo: Wilson Lima (PR), atual governador interino; Antônio Ibañez (PT); Luiz Filipe Coelho (PTB) e Rogério Rosso (PMDB).

Confronto no DFConfronto no DF (Foto: Reprodução/Globo News)

O novo governador será eleito por meio de eleição indireta, com voto aberto. Para vencer a disputa é necessário obter 13 dos 24 votos – caso todos os deputados estejam presentes- , o que abre chances para o segundo turno. Coligações entre chapas são proibidas e, antes da votação, os candidatos terão 30 minutos para discursar no plenário da Câmara e defender suas propostas de governo.


Crise política

O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital, envolvendo o primeiro escalão do Executivo local. As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.

Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM) renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.

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