Após o que classificou de “uma rigorosa investigação”, a Ferrari decidiu que irá usar em Xangai, onde neste final de semana acontece o GP da China de F-1, os mesmos motores que substituiu no GP do Bahrein, etapa de abertura do Mundial.

Apesar da preocupação com a confiabilidade de seus propulsores gerada pelos abandonos de Fernando Alonso e da dupla da Sauber na última corrida, há dez dias, a escuderia de Maranello acredita que a situação esteja sob controle.

“Chegamos à conclusão que os problemas em Sakhir e em Sepang não são relacionados”, falou Luca Marmorini, chefe dos departamentos de motores e de eletrônica da Ferrari.

Segundo ele, a falha que fez o espanhol abandonar a prova da Malásia na penúltima volta, quando ocupava a nona colocação, foi estrutural e causada pelos problemas na caixa de câmbio. Com o abandono, Alonso perdeu a liderança do Mundial para seu companheiro de escuderia, Felipe Massa.

Pelo regulamento em vigor desde o ano passado, cada piloto tem direito a usar oito propulsores por temporada. Com a troca na primeira corrida do ano e logo depois na Austrália, a Ferrari viu sua cota ser reduzida antes mesmo de Alonso perder a terceira unidade em Sepang –aqueles que já foram utilizados podem ser reaproveitados no resto do ano, como acontecerá agora, na China.

“Fizemos a troca no Bahrein só por precaução. E, como concluímos que os motores, estão aptos para trabalhar, vamos usá-los novamente”, explicou Marmorini, que classificou a pista chinesa como de média carga para os propulsores.

“O traçado tem uma longa reta, mas nada além disso que gere qualquer preocupação para as unidades”, completou.

Outro motivo para o menor desgaste dos motores em Xangai deve ser o clima bem mais ameno que o de Sepang durante o GP. A corrida da China será às 15h locais (4h da madrugada de domingo, no horário de Brasília). A previsão é a de que a temperatura aumente, mas não passe dos 17C. Ontem, ela ficou na casa dos 9C.

Líder também do do Mundial de Construtores, a Ferrari disse ainda não estar preocupada com a quebra dos dois motores da Sauber há dez dias. Segundo Marmorini, os problemas sofridos pela escuderia não foram iguais ao de Alonso.

“Achamos que [os problemas] estavam relacionados com alguns sensores eletrônicos do carro”, declarou.

Folha