Em busca de votos, eles propõem pena de morte e fim da universidade pública

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Ainda de fora das pesquisas eleitorais, candidatos à Presidência de partidos menores buscam no eleitor de direita sua chance de chegar ao segundo turno em outubro. Para isso, apostam em propostas conservadoras e, embora ninguém ainda tenha sugerido a construção da bomba atômica, como fez o ex-deputado Enéas Carneiro em eleições passadas, eles também têm ideias polêmicas.

 É o caso do advogado Mário de Oliveira, pré-candidato do PT do B, que defende a instituição da pena de morte e da prisão perpétua no país. Ele diz que as medidas já estão previstas na Constituição e que é responsabilidade do presidente manter a população protegida.

Sem experiência na vida pública, Oliveira é o único negro que deve participar da disputa. O pré-candidato propõe o fim do ensino superior gratuito e a carga horária de trabalho de 44 horas semanais. Com estas propostas, ele diz ser opção para os eleitores mais conservadores, que estariam “órfãos” de representantes após o escândalo que atingiu o DEM em Brasília.

– O enfraquecimento do DEM faz com que não haja nenhum candidato na área mais conservadora.

O eleitor de centro-direita também é o foco do ex-ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Américo de Souza, pré-candidato do PSL à Presidência, que defende privatizar tudo que é do Estado, como rodovias, escolas e hospitais. Sua ideia de Estado mínimo, porém, não para por aí e ele também quer acabar com todos os impostos do país.

 – A minha proposta é de criar um tributo único de 10% sobre recebimento de valor, seja de pessoa física ou de pessoa jurídica, e acabar com todos os impostos: imposto de renda, IPVA, IPTU, INSS. Todos serão eliminados.

 A redução de impostos também é a principal bandeira do pré-candidato do PHS, Oscar Silva, advogado que defende a extinção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do imposto de renda.

Mas não são só os desconhecidos que apostam no eleitor de direita. O ex-deputado José Maria Eymael, do PSDC, parte para sua terceira disputa presidencial com o mesmo discurso das duas anteriores: a democracia cristã. Sua proposta de governo inclui o fim das cotas raciais em universidades.

– Eu ia ser candidato a deputado federal por São Paulo, até que em agosto do ano passado a nossa área de marketing encontrou em um blog chamado Mente Conservadora um artigo que dizia o seguinte: “estou desencantado com os pré-candidatos, todos ele têm o mesmo discurso e eu não me sinto representado por nenhum deles”. Isso aí nos acendeu um sinal.

R7