O vereador Juarez Leão, um dos homens reconhecidos pelo soldado Pinheiro como autores de uma emboscada que resultou na morte do sargento aposentado Antônio Carlos Borges da Silva foi ouvido ontem (1º) na delegacia de Teixeira de Freitas, onde negou todas as acusações e disse que era inocente. Ele reconheceu o caminhão azul, um dos veículos que fez parte do crime, como sendo do seu irmão, Wilson Leão.

Segundo Juarez, no dia do crime ele foi informado por populares de um suposto acidente de trânsito e saiu para confirmar. Depois de verificar que não se tratava de um acidente, Juarez teria retornado para casa da sua irmã, onde em seguida foi recebido por policias militares e  foi agradido pelos PM’s e tratado de forma ríspida.

Segundo informações do Dr. Marcus Vinícius Almeida Costa, coordenador regional da policia civil de Teixeira de Freitas e responsável pelo caso, agora o Comando da Policia Militar vai ter que ser comunicado sobre essa acusação e os PM’s devem ser ouvidos para verificar se ocorreu o abuso ou não.

No inicio de 2010 o sargento Borges, morto na emboscada, foi vítima de uma tentativa de homicidio – Juarez também negou relação com o crime. A PM investiga a morte do sargento como desdobramento dessa primeira tentativa. No depoimento, Juarez Leão afirmou que só ficou sabendo dessa primeira tentativa dias depois de acontecer, e mais uma vez negou qualquer relação.

No depoimento foram citados nomes de pessoas que poderiam estar  envolvidas, mas ainda não foram divulgados para não atrapalhar a investigação da policia. Marcos Vinicius, colega de Juarez Leão, também suspeito de envolvimento no crime, já tinha sido ouvido, mas passou mau na hora do depoimento e provavelmente seja ouvido novamente.

Correio