O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou oito pessoas por envolvimento no assassinato do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, 63, ocorrido em 26 de fevereiro. A denúncia foi recebida pela Justiça nesta quinta-feira.

Ao contrário do inquérito concluído pela Polícia Civil, que classificou o crime como latrocínio (roubo seguido de morte), a Promotoria afirma que o crime foi um homicídio qualificado (motivo torpe, com uso de meio que pode causar perigo comum e que dificultou a defesa da vítima, e para acobertar outro crime). A denúncia cita ainda outros cinco envolvidos na morte, além dos três indiciados pela polícia.

A polícia afirma que os indiciados são ligados a uma quadrilha especializada em roubo de carros, e que Santos foi morto após reagir ao assalto, no momento em que se preparava para entrar em seu veículo, um Toyota Corolla. Baleado duas vezes, Santos disparou contra os suspeitos. O tiroteio ocorreu quando o secretário deixava uma igreja evangélica com a mulher e a filha de seis anos.

A Promotoria, porém, afirma que o crime foi motivado por vingança. Um dos envolvidos perdeu seu cargo na Secretaria da Saúde, e outros eram sócios de uma empresa de segurança que teve o contrato com a secretaria rompido, o que provocou o fechamento da empresa. Santos havia sido ameaçado de morte em maio de 2009, após o rompimento do contrato.

A Promotoria pediu a prisão preventiva dos denunciados, medida aceita pela Justiça. Por meio de nota, a Polícia Civil informou que só se manifestará sobre a denúncia “após tomar conhecimento formal da acusação, o que deverá ocorrer no início da próxima semana”.

Folha