viões e helicópteros israelenses iniciaram operação contra a região da faixa de Gaza controlada pelo grupo militante Hamas, lançando ao menos sete mísseis na madrugada da sexta-feira santa. Segundo a agência de notícias Reuters, há duas crianças feridas.

Quatro ataques aéreos com mísseis ocorreram em áreas abertas perto da cidade de Khan Younis, o mesmo local onde semana passada aconteceram confrontos entre tropas israelenses e militantes palestinos.

Dois mísseis explodiram em uma unidade das Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, revelaram membros do grupo.

Um quinto míssil atingiu uma fábrica de queijos na cidade de Gaza, causando um incêndio, de acordo com testemunhas e oficiais do Hamas.

Ainda durante a mesma ofensiva, houve dois ataques por helicóptero na região do campo de refugiados de Nusseirat, destruindo uma metalúrgica. Não houve mortos.

Na noite anterior um foguete palestino de curto alcance atingiu solo israelense, sem deixar mortos ou feridos, de acordo com fontes do Exército de Israel.

Ataque anunciado

Na madrugada desta quinta-feira o Exército de Israel já havia advertido a população da faixa de Gaza que “responderia” nesta sexta-feira à morte de dois soldados em um confronto armado com milicianos na semana passada.

A advertência foi feita em panfletos lançados por aviões israelenses sobre várias regiões de Gaza, segundo testemunhas que contaram à agência Efe que tiveram acesso ao texto, assinado pelo Exército israelense.

Um dos panfletos, que continha a imagem de uma criança com uma flor, pedia à população que evitasse zonas abertas, e advertia aos palestinos que “esperassem uma resposta amanhã”.

Na sexta-feira passada, dois militares israelenses, entre eles um alto oficial, morreram em um confronto armado com milicianos em uma emboscada perto da fronteira.

O braço armado do movimento islamita Hamas, que governa a faixa, e o pró-iraniano Jihad Islâmica assumiram, separadamente, a autoria pelos ataques.

O incidente da sexta-feira foi o mais grave na região desde a ofensiva militar de 22 dias que Israel lançou em Gaza no final de 2008, após o lançamento em massa de foguetes uma semana antes por parte de milicianos contra território israelense.

Na ofensiva morreram 1.400 palestinos, a maioria civis, e 13 israelenses.

Desde então a região vive sob um frágil cessar-fogo, com violações esporádicas que nas últimas quatro semanas se intensificaram e põem em perigo a estabilidade.

UOL