CONCEITO BÁSICO DE ADMINISTRAÇÃO

A palavra administração vem do latim Ad (direção, tendência para) e Minister (Subordinação ou obediência), designa a realização de atividades de direção dos assuntos de um grupo. A família está incluída nesse grupo. O conceito de administração é muito amplo, mas em todas as declarações existem duas palavras-chave: Gerenciamento e organização.

A administração é uma ciência social que está ligada a todas as atividades que envolvem planejamento, organização, direção e controle.

Do início do século XX até o começo do século XXI o pensamento da administração cresceu gradativamente da idéia primária e única com os instrumentos de gestão para a observação de que os instrumentos devem se submeter e não mandar.

Desde o começo dos primeiros grupos sociais, a fim de desenvolver bem as atividades, surgiu a necessidade de estabelecer uma escala de comando cuja função seria dirigir e gerir esses trabalhos coletivos. A família está inserida nesse contexto que tem o objetivo de agrupar pessoas. Desenvolver projetos e impactar a sociedade. Se a família vai bem, poucos sabem, mas se a família está endividada todos comentam.

A palavra Oikovómos, usada no Velho Testamento da Bíblia significa: “administração de uma casa”, também definida como: Um mordomo de uma casa; um administrador de palácio. No Novo Testamento na Bíblia acontecem vinte ocorrências para o termo Oikovómos com a mesma ênfase em seu significado.

Administrar significa organizar e modelar, por meio de instrumentos e técnicas adequadas, os recursos financeiros e materiais da organização, ou da família, e até mesmo das pessoas que a compõem.

Muitas pessoas estão em situação difícil por causa da desorganização financeira. São boas, bem intencionadas, ganham razoavelmente bem, porém não sabem como organizar as coisas e muito menos as finanças. Não pensam de forma organizada na hora de usar o dinheiro. Por isso um pouco de conhecimento da administração é necessário na empresa que se chama família. Vamos pensar em administração como: a forma equilibrada de agir e tomar decisão financeira de maneira organizada na família.

O equilíbrio financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como administramos e investimos o que ganhamos. A maneira como investimos o nosso maltratado salário é que vai definir a saúde financeira do nosso lar.

Quando ministro em seminários de finanças, a primeira coisa que pergunto ao público é se todos entendem sobre o verdadeiro significado de saúde financeira? Isto é, se as finanças deles estão equilibradas? A maioria das pessoas fica calada!

Saúde financeira é ter as finanças equilibradas de tal maneira que as noites são de sono tranqüilo e relacionamento saudável no lar quando se fala sobre dinheiro entre os cônjuges. Saúde financeira é gastar (investir) menos do que ganha!

Para se ter uma saúde financeira no lar é necessária, primeiramente, o casal ter uma comunicação aberta e saber responder rapidamente as três perguntas do equilíbrio financeiro doméstico, a conhecida saúde financeira: Quanto ganha? Quanto investe? Quanto deve (caso tenha dívidas)?

É incrível como encontro tantos casais que não sabem responder quanto o cônjuge ganha por mês. Então, por que se casou? Se não há um relacionamento aberto e de confiança. A Bíblia, o manual dos manuais, nos diz que: “Não poderão andar dois juntos se não houver acordo”. Acordo é o conhecimento claro das finanças, entre o casal, e concordância em tudo o que vai fazer em qualquer área da vida, inclusive com a grana da família. Deve ser a consciência de ambos que a administração é necessária no lar para evitar o desgaste do matrimônio. Havendo boa administração financeira na casa, o assunto relacionado ao dinheiro torna-se um assunto comum. Sem brigas e sem desconfiança de que um vai passar a perna no outro (…).

Extraído do livro Gestão Financeira Doméstica de Wal Cordeiro (lançamento em 2010)