Os secretários estaduais que vão se desincompatibilizar até a próxima semana para concorrer às eleições vão ser substituídos por técnicos, chefes de gabinete ou pessoas da própria estrutura das pastas. A repetição – pelo governador Jaques Wagner – da mesma estratégia adotada pelo presidente Lula foi confirmada na noite de ontem pelo secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, em entrevista ao programa Fala Bahia, da Bahia FM. Costa alegou a necessidade de dar continuidade ao trabalho. Daí porque os futuros auxiliares de Wagner receberão a recomendação de “tentar mexer o mínimo nas equipes”.

Isso representa que as cotas de cada partido não sofrerão mudanças. “Não é uma reforma”, argumenta uma fonte próxima ao governador. Sairão somente os nove secretários que se candidatarão em outubro. Os novos secretários devem tomar posse no próximo dia 30, um dia antes de os novos ministros de Lula assumirem seus cargos. Data, horário e detalhes da nova equipe serão definidos e divulgados pelo governador Jaques Wagner.

Dois substitutos já foram revelados: o diretor da Cerb, Cícero Monteiro, para o lugar de Afonso Florence, do Desenvolvimento Urbano; e o chefe-de-gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, Paulo César Lisboa – anunciado ontem pelo titular Rui Costa, em entrevista o site Bahia Notícias.

Também pretendem se candidatar os atuais secretários Walter Pinheiro, Nelson Pellegrino e Walmir Assunção (PT), Domingos Leonelli (PSB), Roberto Muniz e João Leão (PP) e Juliano Matos (PV). O deputado federal Fernando de Fabinho (DEM) – que, contrariamente ao próprio partido, anunciou apoio a Wagner – e o estadual Yulo Oiticica são cotados nos bastidores da política, mas suas nomeações – ambas envoltas em negociações políticas sigilosas – não passam de especulações, ainda.

Tribuna da Bahia