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Galo derrota os donos da casa por 7 a 0, elimina o jogo do Mineirão e só espera o vencedor de Chapecoense e Brasiliense na próxima fase. 

 Dizer que foi fácil é aliviar muito a barra do frágil Juventus do Acre. Na estreia na Copa do Brasil, o Atlético-MG não tomou conhecimento do adversário. Nesta quarta-feira, o Galo foi à Arena da Floresta praticamente para fazer turismo na capital Rio Branco. E foi Obina quem melhor aproveitou a viagem. O atacante fez cinco gols, numa apresentação de gala, e de cara assume a artilharia da competição. Com o placar de 7 a 0, o time de Vanderlei Luxemburgo elimina a partida de volta com sobras e se classifica sem escalas para a próxima fase. Diego Tardelli e Marques completaram a vitória.

 O adversário seguinte, muito provavelmente, será o Chapecoense. Também nesta quarta, os catarinenses derrotaram o Brasiliense por 3 a 0. Em casa, o time do Distrito Federal terá de repetir o placar para levar aos pênaltis ou vencer por 4 a 0 se quiser avançar. A definição será no dia 10 de março.

 No próximo domingo, as atenções atleticanas se voltam para o Campeonato Mineiro. A equipe vai enfrentar o Uberlândia, fora de casa, às 17h (de Brasília), pela sétima rodada.  

Fácil demais, Galo passeia na ‘Floresta’

Um Atlético-MG diferente no Acre. Disposto a preservar alguns titulares e ao mesmo tempo dar ritmo de jogo ao grupo, Vanderlei Luxemburgo fez mudanças do gol ao ataque. Do time derrotado pelo Cruzeiro no sábado passado, saíram Carini, Werley, Leandro, Ricardinho, Correa e Muriqui. Aranha, Cáceres, Júnior, Carlos Alberto, Evandro e Obina entraram. Gente nova, disposição em alta. O domínio dos mineiros foi pleno desde os primeiros minutos. Limitado, o Juventus pouco criou. Pouco é até generosidade.  
A velocidade foi o ponto forte dos atleticanos, especialmente por ter Evandro e Renan Oliveira na armação, dois jogadores leves. Antes de o relógio marcar dez minutos, o Galo chegou com Diego Tardelli, Coelho e Obina. Quando o goleiro Felipe não trabalhou, a pontaria esteve longe do ideal.
Bola na rede era questão de tempo. Coube a Diego Tardelli iniciar os trabalhos. Em ótima investida de Obina pela direita, o atacante recebeu bom passe na área, dominou na coxa e abriu o placar, aos 12. Sem deixar o ritmo cair, os mineiros partiram rumo ao segundo gol, diferença suficiente para eliminar a partida de volta, no Mineirão. Aos 17, Obina deixou o dele. No avanço de Renan Oliveira pela esquerda, o atacante se posicionou bem na área e não deu chance a Felipe: 2 a 0.
Sem força e qualidade, o Juventus continuava refém das próprias limitações. O Galo decidiu tirar o pé, passou a investir nos chutes de longa distância. Coelho e Carlos Alberto arriscaram, mas era dia mesmo de Obina. O atacante recebeu na entrada da área, desafiou o goleiro Felipe e foi feliz para fazer o terceiro, aos 40. Primeiro tempo de ampla superioridade atleticana.

Obina deita e rola

A noite estava tão perfeita que nem o principal jogador do Atlético-MG fez falta. Ainda no primeiro tempo, Diego Tardelli sentiu enjoos. No intervalo, o atacante pediu substituição. Os jogadores do Galo reclamaram do mau cheiro no vestiário da Arena da Floresta. Segundo eles, o odor seria de um animal morto.
O passeio seguia tranquilo e sem percalços. Futuro e presente se encontraram em campo. Renan Oliveira, cria da base, e Marques, maior ídolo do clube a partir da década de 90, trabalharam juntos pelo quarto gol. O garoto partiu para cima da marcação e bateu cruzado. O desvio na zaga tirou o goleiro Felipe do lance e deixou o caminho limpo para o atacante empurrar, aos cinco. Seis minutos depois, Renan quase deixou o dele. Depois de fazer fila, faltou capricho na pontaria ao camisa 10.
Daí em diante o jogo teve um único dono. Impossível, Obina fazia a melhor partida dele desde a chegada à Cidade do Galo, no início desta temporada. Aos 17, Júnior foi derrubado na área, e o atacante se apresentou para a cobrança do pênalti. Bola na rede, e 5 a 0 no placar. Terceiro dele no confronto. Insaciável, fez mais um. Aos 35, recebeu passe na área e bateu na saída de Felipe. O centroavante poderia ter feito o quinto, dois minutos depois. Ele foi derrubado na área, e o árbitro marcou pênalti. Muriqui pediu para cobrar, mas acertou o travessão. Sem problemas. Obina decidiu compensar, aos 45. Após passe do veterano Marques, não deixou por menos: 7 a 0, fora o baile.